De acordo com recente publicação do Senado Federal, até 12% da população brasileira convive com a fibromialgia. Esses dados foram coletados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e representam mais ou menos 25,7 milhões de pessoas, das quais 70% são mulheres entre 30 e 55 anos.
Dos 74 milhões de brasileiros que convivem com dores crônicas, muitos podem ser pacientes de fibromialgia que ainda não receberam diagnóstico, uma vez que sua investigação pode ser desafiadora, muitas vezes, solicitando a avaliação de mais de um tipo profissional da saúde. A falta de consistência no diagnóstico da fibromialgia, desafia a mensuração da quantidade de pacientes acometidos por essa condição. Como padronização mundial, estimasse que 2 à 4% da população mundial expresse a condição, principalmente no sexo feminino e com sintomas graduais conforme a idade.
A origem geral da fibromialgia ainda é desconhecida, mas entende-se que a condição se relaciona com componentes centrais no processamento de estímulos, incluindo sensibilização e processamento prejudicados da sinalização da dor no cérebro.
Como fatores de risco principais, para quem já possui pré-disposição, estão:
Históricos pessoal ou familiar de condições reumatológicas e/ou condições auto-imunes Desordens do sono
Saúde mental deteriorada Falta de atividades físicas
A falta de concentração, o cansaço extremo e dormência de mãos e pés podem se somar aos outros sintomas e desconfortos gerais associados à qualidade de vida do paciente de fibromialgia
Por ser uma condição de saúde crônica, o tratamento deve se focar em melhorar a qualidade de vida e aliviar os sintomas e desconfortos enfrentados pelo paciente. Exercícios físicos, mesmo de baixo impacto, são recomendações gerais a todos os pacientes pois seus conhecido benefícios na melhora da qualidade de saúde, redução de dores, metabolismo, saúde mental e distúrbios do sono.
A alta prevalência de comorbidades psiquiátricas relacionadas à FM é bastante conhecida. Dentre elas, as principais são a depressão e a ansiedade. Para se ter uma estimativa, aproximadamente 50% dos pacientes de fibromialgia apresentam queixas de depressão e/ou distúrbios ansiosos sejam pontuais ou crônicos.
Esse dado não surpreende, uma vez que essas condições dividem disfunções neuroquímicas semelhantes, tais como o funcionamento diminuído do sistema serotonérgico (relacionados à serotonina, a molécula conhecida vulgarmente como o “hormônio da felicidade”) e reatividade alterada no eixo hormonal relacionado ao equilíbrio à estímulos estressantes.
Além disso, a fibromialgia é frequentemente acompanhada por outras comorbidades não- psiquiátricas, como a síndrome do intestino irritável (dores abdominais, espasmos e movimentação alterada do intestino – 10 vezes mais do que pacientes sem fibromialgia), enxaquecas e desordens temporomandibulares.
Em 2008, no Canadá, foi realizado o primeiro clínico para avaliar a qualidade de vida em pacientes de fibromialgia fazendo uso de terapia canabinoide. Neste caso, empregaram um derivado sintético do THC em 15 pacientes com resultados positivos para melhoria da qualidade de vida e diminuição da ansiedade associada à fibromialgia.
Um estudo mais recente, de 2019, deu voz aos pacientes da condição para reportarem as melhorias percebidas, com sucesso notável para dor e qualidade de vida ao longo de 6 meses de tratamento, demonstrando que o uso medicinal da Cannabis é uma opção terapêutica promissora para o tratamento de fibromialgia, especialmente refratária. Em comparação com os efeitos adversos pequenos (em relação aos opioides) se trata de uma indicação, também, saudável.
Percepção geral dos efeitos da Cannabis na fibromialgia
Em pacientes, após 6 meses de tratamento, com destaque para a maior parte das respostas sinalizar melhorias moderadas à significantes, com reduções significativas na intensidade das dores e melhoria geral da qualidade de vida.
Outros estudos
Por fim, um outro estudo que coletou relatos de pacientes de fibromialgia em terapia canabinoides destacou que uma das principais razões para essa escolha são os efeitos colaterais diminutos. Os benefícios podem, ainda, ser otimizados quando a terapia é personalizada conforme as necessidades e possibilidades de cada paciente.
A ViV, ao proporcionar informações detalhadas e personalizadas sobre tratamentos, capacita os pacientes a tomarem decisões mais informadas e a gerenciarem sua saúde de maneira mais autônoma. Através do conhecimento e do acompanhamento contínuo, não apenas facilitamos o acesso a terapias eficazes, mas também promovemos uma maior autonomia e bem viver para aqueles que convivem com essa condição debilitante

